Queda de gigantes (O Século Livro 1) (Portuguese Edition)

Queda de gigantes (O Século Livro 1) (Portuguese Edition)

Kindle Edition
1047
Portuguese
N/A
N/A
28 Aug
Ken Follett

Cinco famílias, cinco países e cinco destinos marcados por um período dramático da história. Queda de gigantes, primeiro volume da trilogia "O Século", de Ken Follett, começa no despertar do século XX, quando ventos de mudança ameaçam o frágil equilíbrio de forças existente – as potências da Europa estão prestes a entrar em guerra, os trabalhadores não aguentam mais ser explorados pela aristocracia e as mulheres clamam por seus direitos.

De maneira brilhante, Follett descreve a saga de famílias de diferentes origens e apresenta os fatos sob os mais diversos pontos de vista. Na Grã-Bretanha, o destino dos Williams, uma família de mineradores de Gales do Sul, acaba irremediavelmente ligado por amor e ódio ao dos aristocráticos Fitzherberts, proprietários da mina de carvão onde Billy Williams vai trabalhar aos 13 anos e donos da bela mansão em que sua irmã, Ethel, é governanta.

Na Rússia, dois irmãos órfãos, Grigori e Lev Peshkov, seguem rumos opostos. Um deles vai atrás do sonho americano e o outro se junta à revolução bolchevique. A guerra interfere na vida de todos. O alemão Walter von Ulrich tem que se separar de seu amor, lady Maud, e ainda lutar contra o irmão dela, o conde Fitz. Nem mesmo o americano Gus Dewar, o assessor do presidente Wilson que sempre trabalhou pela paz, escapa dos horrores da frente de batalha.

Enquanto a ação se desloca entre Londres, São Petersburgo, Washington, Paris e Berlim, Queda de gigantes retrata um mundo em rápida transformação, que nunca mais será o mesmo. O século XX está apenas começando.

Reviews (192)

Livro tão bom que o tamanho não cansa.

Livro cheio de informações e personagens que fazem o romance histórico de Ken Follet ser realmente a Trilogia do Século. No que se refere a romance histórico esse é uma excelente obra para os que tem preguiça de sair caçando todos os marcos referentes à primeira grande guerra, porque o romance e tão fluído que você acaba entendendo todo o contexto ao final do livro sem perceber que não parou nenhuma hora para decorar nada que cairia na prova. O melhor é que o autor também descreve os acontecimentos sobre o ponto de vista de diferentes personagens, e ao explorar esses personagens também explora o que aconteceu em diferentes países antes, durante e depois da guerra.

O início de uma trilogia viciante!

Primeiro volume da trilogia que compreende a História do mundo (do Hemisfério Norte) no século XX, Queda de Gigantes tem seus personagens (galeses, ingleses, alemães, russos e americanos) bem posicionados nos acontecimentos que desencadearam a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa, bem como seu desenvolver e consequências. Como já é de costume do Ken, o foco está no drama dos personagens, suas ideologias e motivações, como plano de fundo os acontecimentos que derrubaram os gigantes impérios que regiam a vida das pessoas. Começando a trama no pré-I Guerra Mundial, conhecemos Ethel e Billy Williams, jovens corajosos da classe trabalhadora e socialistas; os irmãos aristocratas Fitz e Maud Fitzherbert, que não poderiam ser mais diferentes, uma vez que ele é um conde conservador e ela uma sufragista, feminista, humanista, com pensamentos liberais para a aristocracia (ela administra uma clínica pediátrica para mães solteiras e pobres); Maud em tempos de guerra, opta por manter seu romance escondido com Walter Von Ulrich, um diplomata alemão em Londres, mas agora um oficial e espião inimigo de seu país dos EUA, Gus Dewar é um jovem assessor do presidente, que acompanha nos esforços contra a guerra e a criação de uma liga entre as nações que possa futuramente impedir conflitos parecidos. No Império Russo, conhecemos os irmãos Grigori e Lev Peshkov, trabalhadores da indústria metalúrgica que sonham uma vida melhor nos EUA, onde o povo pode escolher seus líderes pelo voto. Particularmente, gostei mais do núcleo russo, onde acompanhamos o personagem Grigori Peshkov, que veio de família camponesa mas perdeu os pais por crime de usar (por necessidade) a propriedade de nobres (que sequer davam uso para tais terras) ou ao participar de manifestações cobrando ações do czar, participa ativamente na tomada do poder pelo povo, dando origem ao governo comunista soviético. Muitas reflexões sob a ótica do Grigori, me fez enxergar como o povo russo chegou ao ponto de fazer uma revolução e “cair” nas mãos do comunismo, que vindo das ideais socialistas de Marx, em teoria é muito atrativo (assim eu penso), seja vendo muita luta e esforços de muitas pessoas que não saem pobreza ou a vida sem esforço e privilegiada da minoria nobre e rica. Há uma cena que Grigori descreve de quando era criança, em que seu vilarejo todo ficou um dia inteiro ao lado da estrada, preparam o pão de boas-vindas tradicionais para o czar que passaria por ali e no final ninguém consegue sequer ver a carruagem, que ao passar a toda velocidade, só era possível ver a poeira que levantou. Está cena eu gosto que comprar com uma outra cena em que o rei e a rainha da Grã-Bretanha mudam o que seria um pequeno cortejo por uma cidade no interior do País de Gales para visitar famílias de vítimas de uma tragédia ocorrida no lugar. Bem, sabemos qual família real ainda se mantém não somente como superstar, mas também simplesmente viva atualmente.

Primeiro da Trilogia

Sou leitora de Follett desde o premiado "O Buraco da Agulha", publicado no final da década de setenta. Portanto, a notícia de que ele estava envolvido no projeto de uma trilogia cujo palco é o século XX, vinha despertando minha curiosidade já há algum tempo. Com mais de mil páginas, o primeiro volume "Queda de Gigantes" não só capturou meu interesse como ultrapassou minhas expectativas. Sem dúvida, O escritor é um exímio contador de histórias cujas personagens são coadjuvantes, participam indiretamente, de importantes acontecimentos históricos. A narrativa vai de 1911 até 1924, uma época de drásticas transformações que alteraram por completo o mapa-múndi. Da exploração do operariado pela aristocracia britânica até os bastidores da Revolução Russa, trata-se de uma verdadeira aula de história apresentada mediante diferentes ângulos que atinge seu ápice com o relato da Primeira Guerra Mundial. Confesso que pouco sabia sobre o conflito, tão mal apresentado no meu tempo de estudante. Com personagens críveis, sem dúvida, esse é um romance que prima pelas mulheres fortes como a governanta Ethel Leckwith e Lady Maud Fitzherbert, capazes de desafiar a moralidade da época, não só em nome do amor, mas na busca de um mundo mais justo. Prepare-se para se emocionar e tenha certeza que há outros desafios pela frente. "Inverno no Mundo" e "Eternidade Por Um Fio" completam a série e estão aguardando sua leitura.

QUEDA ESPETACULAR

Enfim, li a trilogia inteira: - Queda de Gigantes ( 908 pg) - Inverno do Mundo ( 874 pg) - Eternidade Por Um Fio (1069 pg) É inegável a sobeja criatividade de Ken Follet no manejo de tantas personagens num longuíssimo enredo na cruzada bem sucedida de abarcar um recorte amplo da história contemporânea. Numa boa mistura de ficção e realidade Ken Follet levou a bom termo seu objetivo de cativar o leitor por um tempo bastante generoso. O foco de Ken em sua trilogia é a dramatização de muitos momentos históricos destacando aqueles de maior impacto na humanidade e que transformaram completamente a nossa sociedade. Follet procura evidenciar na sua narrativa as possíveis vivências das famílias que participaram daqueles eventos contextualizando e tornando verossímil cada situação. Ainda que muitas personagens sejam ficcionais, há um elenco de nomes reais de pessoas (estadistas) que fizeram parte efetiva daqueles instantes. Nesse sentido Follet contribui excepcionalmente para um aprendizado histórico. A força narrativa de Follet é bastante vigorosa uma vez que consegue transportar o leitor para o centro das tensões a que o momento se reporta. E muitos desses eventos são excruciantes e narrados com muita propriedade. Dar conta da leitura da trilogia inteira é um exercício comparado a realizar uma corrida de longa distância, uma Maratona: o leitor/atleta tem a clara noção do que lhe está reservado. É necessário muita paciência e persistência para vencer o longo trajeto. Tal como numa Maratona, o princípio é leve e festivo; na metade do percurso aparece um evidente cansaço; no último quartel o corredor já questiona a sua sanidade mental... Esse fenômeno da exaustão também fica evidente na trilogia: lentamente aparecem os indícios da perda da potência narrativa. E para manter o fio condutor do enredo e sustentar desperta a atenção do leitor o autor exagera um tanto no recurso recorrente da exposição das intimidades sexuais de seus personagens vertidas, muitas vezes, em cores escatológicas. A comparação não é exagerada: à medida que se aproxima da Linha de Chegada é natural que o maratonista extenuado e de corpo exaurido, que já é um outro atleta totalmente diverso do início da peleja, se exaspere pelo momento que o arremate da trilogia com a Eternidade se mostre logo no horizonte. Se valeu a pena ler a trilogia? Claro que "tudo vale a pena se a alma não é pequena".

Imperdível

Pra mim Ken Follet é um dos melhores escritores da atualidade e escreve romances históricos de maneira genial. Me apaixonei por ele ao ler Pilares da Terra, uma verdadeira obra-prima, e Queda de Gigantes é tão incrível quanto, principalmente se levarmos em conta o desafio que deve ter sido escrever um romance tão envolvente tendo como cenário o complexo início do século XX. Através da história de cinco famílias, o autor nos mostra a situação política, social e cultural do pré-guerra na Europa e nos Estados Unidos, e é através da interação dos membros dessas famílias que poderemos observar os mecanismos que desencadearam a Primeira Guerra Mundial e as suas consequências. O toque de genialidade foi conseguir abordar a história através de personagens diferentes, de países, classes sociais e ideologias diferentes, amarrar tudo com participações especiais de personagens que realmente existiram, sem perder em nenhum momento o fio da história para, enfim, mostrar que na Guerra não existem vencedores. Num primeiro momento a grande quantidade de páginas pode até assustar os leitores menos assíduos, mas a narrativa é tão fluída e cativante que é impossível não se identificar com a luta dessas famílias por dias melhores e não torcer pelos seus personagens favoritos.

Viciante!

O livro conta a história de personagens fictícios (os protagonistas) situando-os em acontecimentos reais da história da humanidade. Com isso, consegue prender o leitor ao mesmo tempo que "ensina história" de uma forma leve e ao mesmo tempo profunda, visto que passamos a analisar alguns acontecimentos de época sob a ótica desses personagens. Os desdobramentos de cada acontecimento também pode ser acompanhado com o passar do tempo dentro da história, e o mesmo acontece co os demais livros da trilogia. A vontade que temos, ao ler o livro, é de pesquisar mais sobre a primeira e a segunda guerra mundial e sobre os líderes da época, pois nos damos conta que há muito mais para entender e aprender sobre o período.

Grande ideia!

Começo fazendo uma ressalva: este é o primeiro livro de uma trilogia. Ao final do terceiro, será mais adequado fazer uma avaliação da obra. Mas a ideia é ótima. O autor escreve um romance fascinante, que se passa acompanhando a história de várias famílias, em diversos locais, ao longo do século XX, tendo como pano de fundo exatamente a História nesse período. Assim, ao mesmo tempo podemos apreciar o romance e aprender sobre os fatos mais marcantes da época. Excelente ideia!

Uma aula de história e de vidas humanas!

Trata-se do primeiro volume da trilogia "O século" e o mestre Ken Follett ao contar a história de cinco famílias de países diferentes consegue entrelaçar a vida e a história de uma maneira soberba. Ler Ken Follett é ter certeza de um texto bem pesquisado e onde a ficção do autor é misturada a fatos reais de uma maneira que já nem sabemos o que é fato ou o que é versão. Mais uma obra-prima de um autor memorável. Recomendado com louvor.

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